sexta-feira, 3 de agosto de 2012
El Movimiento de los Geógrafos Brasileños
Semana que vem vamos trazer os comentários de tudo que aconteceu no ENG 2012, mas antes colocamos o artigo do colega Raúl Zibechi arespeito do XVII ENG. Depois de ler o artigo deixe seus comentários, clique aqui e confira.
sábado, 21 de julho de 2012
É AMANHÃ!!!
Confira a programação do ENG-2012, aqui em Porto Alegre foi mais 5 mil inscritos e em Minas Gerais quantos estarão?
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Bate -Papo ENG 2012-Thiago Hioshino
Formado em direito pela Universidade Federal do Paraná e atuante na assessoria jurídica popular e pesquisador junto a comunidades urbanas em Curitiba e Região Metropolitana. Dessa práxis surgiu o interesse específico em desenvolver, em nível de mestrado, uma investigação mais aprofundada sobre a relação entre as dinâmicas próprias da cidade e os processos de dominação/interação sócio e étnico-espaciais, em diálogo com marcos teóricos da história, da antropologia e da geografia. Nesse último caso, a aproximação, tanto na academia como na militância política, deu-se mais intensamente em função da articulação de resistências às violações de direitos e aos impactos gerados pela recepção dos megaeventos esportivos no Brasil, por meio da atuação dos Comitês Populares da Copa e Olimpíadas, de composição multifacetária e multidisciplinar, organizados hoje numa Articulação Nacional das 12 cidades-sede. O bate-papo de hoje é com Thiago Hioshino, deixe seus comentários para o nosso convidado.
PPEG- Como é (ou qual é o objetivo) dos Comitês Populares da Copa?
Thiago - A associação entre os megaprojetos neodesenvolvimentistas do Estado brasileiro, o modelo de empresariamento urbano que vem sendo adotado pelas gestões locais e a recepção de uma seqüência de grandes eventos no país, em especial de natureza esportiva (Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016), pelo tipo de economia simbólica própria que são capazes de mobilizar, produz um conjunto grave de impactos sociais, ambientais e urbanísticos em nossas cidades. Os Comitês Populares da Copa consistem em espaços autônomos de confluência de lutas populares desde a sociedade civil organizada (movimentos sociais, ONGs, universidades, sindicatos, coletivos independentes de cultura e mídia, comunidades atingidas, etc.), que busca enfrentar as violações de direitos das populações ameaçadas por esse processo, bem como monitorar a ação governamental e dos agentes privados, produzindo informação e fortalecendo e atualizando a agenda da Reforma Urbana e do Direito à Cidade. Grande parte dessas ações podem ser acompanhadas através do portal: http://www.portalpopulardacopa.org.br/ Aí encontra-se também disponível a segunda edição do Dossiê Nacional "Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil", que relata, em linhas gerais, denúncias recolhidas pelos Comitês Populares e análises que estes têm realizado sobre o tema.
PPEG-Como vai ser a abertura da mesa redonda com a presença de Jorge Luiz Barbosa e Willian Rosa Alves de Auditório 1A CAD123-jul / 19h00 no Eixo 1-Reestruturação produtiva do capital: grandes projetos de desenvolvimento e conflitos territoriais, a temática: A copa do mundo é nossa? Expropriação como esporte.
Thiago - Em resumo, como representante da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), pretendo expor alguns dos casos mais emblemáticos em termos de violações de direitos humanos e impactos socioambientais com os quais temos trabalhado nas 12 cidades-sede dos jogos, além de compartilhar as análises mais gerais que temos levado a cabo sobre esse processo específico como parte de um espectro mais amplo de problemas relacionados ao modelo de governança e "desenvolvimento" urbano atualmente hegemônico, o qual reforça a exclusão ao impor as regras do mercado como diretrizes de produção, reprodução e organização do espaço. Mais do que isso, a ideia é também debater as estratégias de resistência que têm surgido a partir da mobilização popular para enfrentar essa nova fase de reterritorialização do capital nas cidades.
Fica como sugestão de leitura e reflexão o Dossiê Violações de Direitos Humanos, clique aqui e confira.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Bate -Papo-ENG 2012- Bianca Roqué
Formada no curso técnico em Turismo com habilitação em Guia de Turismo regional na Escola Técnica Tancredo de Almeida Neves em Ubatuba – SP, também é graduada em Administração com Habilitação em Hotelaria e Turismo pela Universidade de Taubaté – UNITAU campus Ubatuba e atualmente está cursando mestrado em Geografia na Universidade Federal do Rio Grande –FURG. A nossa entrevistada nos preparativos do ENG 2012 é Bianca Roqué, depois de ler a entrevista deixe seus comentários.
PPEG- A Maquete da Cidade de Ubatuba: História, Geografia, Cultura e Arte,Confecção de Maquetes como Ferramenta para Orientação em Atrativos Ecoturísticos e Confecção de Maquetes como Ferramenta para Educação. Por quê esse fascínio pelas maquetes?
Bianca - Eu sempre gostei de maquetes, desde criança. Acredito que muitos pesquisadores desenvolvem pesquisas sobre suas curiosidades de infância. Quando ingressei no curso técnico em Turismo, aos 16 anos, visitei o Memorial da América Latina, em São Paulo, onde há uma maquete de toda América Latina construída pelos cartunistas Geppe e Maia, com um vidro onde podemos caminhar em cima da maquete. Considero esta obra de arte uma das mais bonitas que já vi. Quando ingressei para a universidade comecei a estagiar no Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba, onde tem uma maquete de toda ilha no Centro de Visitantes. Eu realizava trabalhos de monitoria com os visitantes ao redor da maquete, e percebi a importância desta para a explanação e observação do espaço.
Decidi construir uma maquete da cidade inteira, como bolsista de Iniciação Científica, que ficou em exposição no Centro de Informações Turísticas da cidade. Acredito que a maquete é um recurso visual muito interessante, pois é tridimensional, desperta interesse no processo de ensino-aprendizagem e facilita a abstração dos alunos, podendo ser utilizada em todos os níveis de ensino.
Também considero que quando um pesquisador inicia uma pesquisa sobre uma determinada temática na graduação e aprimora sua pesquisa na pós-graduação, esta pesquisa ganha maior consistência, já que as experiências anteriores do pesquisador contribuem no processo de reflexão.
PPEG- Como será a Oficina de Maquetes Cartográficas a ser realizada no ENG 2012, em Minas Gerais?
Bianca- Serão confeccionadas maquetes pequenas, do tamanho de uma folha A3, em grupos de 3 ou 4 pessoas, considerando que o tempo da oficina é de apenas 3 horas. Vou levar alguns mapas com as curvas de nível. Vamos transpor as curvas de nível para o papelão, depois fazer um acabamento com jornal e cola e pintar. Vou falar sobre como as maquetes podem ser utilizadas no processo de ensino-aprendizagem, suas vantagens e desvantagens. A maquete pode ser utilizada por profissionais de Geografia não apenas como recurso didático. Quando desenvolvemos um projeto em um determinado espaço, podemos ilustrá-lo através de uma maquete, assim como fazem os professionais de arquitetura e engenharia.sábado, 30 de junho de 2012
Avisos 71
O PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA/UFRGS CONVIDA:
Defesa de Tese de Doutorado-Data: 02 de julho de 2012, segunda-feira;Horário: 14 horas;Local: Anfiteatro do Departamento de Geografia, Prédio 43.136, Campus do Vale/ UFRGS.
Aluno(a): Dilermando Cattaneo da Silveira
Título do trabalho: "Estratégias alternativas de reapropriação da natureza: autonomia e autogestão territorial em áreas protegidas" Orientador(a): Profa. Dra. Dirce Maria Antunes Suertegaray
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Jorge Ramón Montenegro Gomes (UFPR);
Profa. Dra. Rosa Maris Rosado (PMPA);
Prof. Dr. Álvaro Luiz Heidrich (POSGea/UFRGS);
Prof. Dr. Nelson Rego (POSGea/UFRGS)
Câmaras Temáticas do Comitê Organizador Sede-Porto Alegre 2014 , confira no BLOGE BLUE, da nossa colega Geógrafa Lucimar Siqueira. Clique aqui.
XVII Encontro Nacional de Geógrafos - XVII ENG. Belo Horizonte – 22 a 28 de julho de 2012UFMG – Campus Pampulha
Tema: Entre escalas, poderes, ações, Geografias. Tá chegando o dia, em breve vamos trazer o pessoal que vai participar das mesas redonda. Já fez a sua inscrição para participar do ENG? Procure a sua seção local e participe.
“Consciência Mundial: por um conceito de desenvolvimento para o século XXI”, o pensador francês Edgar Morin aborda os dilemas que desafiam a humanidade nesse início de milênio, colocando em xeque os modelos hegemônicos de desenvolvimento, que mostram estar em desacordo com os ritmos dos ciclos do planeta. Clique aqui e saiba mais.
Seminário Estadual de Educação do Campo. Quer saber mais? Aonde vai ser ? clique aqui.,quarta-feira, 27 de junho de 2012
Entrevistada do Mês- Geógrafa Shirley Dini
Foi convidada para atuar como Geógrafa na CETESB aceitou e deixou a escola que lecionava. Durante esse tempo, também a convite ministrava aula como professora auxiliar de Aerofotogametria para alunos de Geologia da USP, mas mesmo assim continuava como técnica na CETESB. Na USP realizou sua Pós-Graduação como aluna especial em Geomorfologia e Pedologia, era a única mulher no grupo dessa disciplina. Em 1979, como falamos aqui no sul, mudou-se de “mala e cuia” para o RS e logo começou a trabalhar na METROPLAN, inicialmente na área física ambiental. Entretanto percebeu que necessitava aprender cada vez mais e realizou os cursos como aluna especial na Faculdade de Agronomia na UFRGS, na pós-graduação (Gênese e Classificação de solos e Morfologia da Paisagem).
Paramos por aqui, e deixamos a nossa entrevistada do mês, paulistana de nascimento e gaúcha de coração, a Geógrafa Shirley Dini a falar mais da suas experiências como Geógrafa e para quem pensa que ela parou de trabalhar, engana-se! Atualmente trabalha na METROPLAN acompanhando as reuniões dos Planos de Bacia e está sempre aprendendo cada vez mais. Se quiser saber aonde ela está nesse esato momento, com certeza estará pesquisando, ela não pára mesmo! É uma lição para nós da Geografia!
Depois deixe seus comentários para a nossa entrevistada.
PPEG – Shirley, conte aos nossos visitantes como foi participar dos projeto do IBGE, os limites do RGS e participar do projeto do aeroporto em São Paulo?
Shirley Dini - No Departamento de Aeroviário de São Paulo, realizei um curso de Aerofotogametria. A minha amiga era consultora da CETESB e me convidou para estagiar no mesmo órgão na área de consultoria. Depois disso fui convidada para participar da escolha do novo aeroporto em São Paulo( não lembro se era Guarulhos ou Congonhas), na análise física e ambiental, e demografia. Também trabalhei no enquadramentos de Bacia, no Proálcool, mas enquanto isso eu ainda lecionava na escola e estudava o Curso de História à noite na USP. Quando estudei na USP conhecia a Dirce Suertegaray, (saudades dela) e prestei concurso para a UFRGS,fiquei em terceiro lugar. Depois surgiu um trabalho contratado pela CPRM para fazer um trabalho de Geomorfologia , a Cata de Porto Alegre. Lembro que três grandes projetos que foram realizados: o Projeto PROTEGER, Arquivo Gráfico e Perímetro Urbano Municipal. PROTEGER---foi um convênio realizado entre a METROPLAN e a CPRM a fim de elaborar mapas temáticos: da bacia hidrográfica do rio Gravataí; município de Estância Velha e Parobé, ambos do RS. Através dos mapas temáticos (geologia, geomorfologia e uso do solo e aptidão do solo) para reconhecimento das fragilidades da bacia e dos municípios para serem depois monitorados para futuros trabalhos, como o plano diretor. Arquivo Gráfico - foi um projeto feito entre os dois governos a fim de traçar os novos municípios que haviam sido emancipados desde que se formaram as divisas municipais.Inicialmente tinham três municípios depois foi feitos uma cronologia e mapeando através das leis municipais os limites municipais. Nesse trabalho foram corrigidos vários municípios e proporcionou que os prefeitos conhecessem a sua área municipal e tentassem modificá-la quando não satisfeitos.
Trabalhei no Departamento de Gestão Territorial, DGT, identificando loteamentos, atuando na vistoria na parte ambiental e também fazendo os perímetros urbanos municipais e distritais. Por fim, participei de todos os projetos na área física ambiental na METROPLAN e na Cartografia temática, em especial na elaboração de mapas temáticos realizando uma descrição dos mesmos. Trabalhei no arquivo gráfico municipal no IBGE com sede na região Sul-Florianópolis.
PPEG - Como foi ser aluna, dos maiores geógrafos do Brasil: Milton Santos e Aziz Ab’Saber?
Shirley Dini -Através do Mestrado, em Geografia Urbana, no prédio da Arquitetura FAO, USP, aonde as disciplinas eram lecionadas, que tive a oportunidade de ser aluna do professor Milton Santos e da Maria Adélia. Eles eram rígidos no conteúdo, eles nos repassavam muitas bibliografias para a leitura e depois amos em aula. Tínhamos que estar preparados! Nos reuníamos em grupo, e eu era a única Geógrafa nessa disciplina, não lembro agora o nome da disciplina ministrava, Eles eram os verdadeiros livros ali na nossa frente! O intercâmbio era muito grande entre eles com o restante do mundo na nossa área, sempre atualizados!O professor AZIZ,(.... pausa com um olhar sereno) COMPETÊNCIA! Aulas teóricas e após campo. A partir dele que despertou o meu interesse na Geomorfologia, a minha especialização. Também se sentia nos trabalhos desenvolvidos em suas aulas o enorme conhecimento que possuía e os relacionamentos com o exterior.
PPEG-Para finalizar, qual a sua sugestão de prática pedagógica para os futuros Professores?
Shirley Dini- Sugiro uma teoria explicando o que é Bacia Hidrográfica e por que se estuda , qual a razão.... após a abordagem teórica e domínio dos conceitos levantados em sala de aula, em seguida campo a fim de se fazer o reconhecimento dos conceitos levantados. Como sugestão indico a Bacia do Taquari-Antas, a qual eu faço parte.
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